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  • Karina Duarte

SEU CABEÇÃO ESTÁ ACABANDO COM VOCÊ!

Atualizado: 23 de jul. de 2021



Hoje eu ouvi uma história que é daquele tipo que AMO!

E sabe por quê?

Porque falava de crenças.

Vou te contar a história antes de te explicar sobre crenças.

Maria estava caminhando pela orla da praia (e você já sabe porquê Maria né?) e viu uma barraquinha de coco.


Quis beber mas pensou que sempre passava por ali e nunca lembrava de levar o dinheiro.

Então Maria encontrou com uma amiga que prontamente se propôs a pagar para ela. Situação normal né?


Só que pra Maria não.

Seu coração disparou acelerado e ela ficou sem entender nada. Se permitiu vivenciar aquele desconforto interno e aceitou o coco da amiga.

Mas o que estava ruim ficou ainda pior. Depois que o vendedor lhe entregou dois cocos – um para ela e outro para Maria – ela lhe disse: te pago amanhã!

Pronto, agora Maria estava “devendo” para duas pessoas. Isso era o fim...

Superado um pouco o desconforto inicial, depois que o coco acabou, Maria retornou para sua caminhada.

E foi nesse momento consigo mesma que se lembrou de um episódio quando tinha mais ou menos 9 anos em que o pai havia lhe mandado pegar algo na venda – na época que a gente

mandava pendurar - mas ela encontrou com uns meninos vestidos de forma bem simples batendo papo e tomando coca-cola e, como toda boa menina de 9 anos, se esqueceu da vida e

por lá ficou.


Algum tempo depois seu pai foi atrás e quando a viu ali, já tomando coca que tinha aceitado dos amigos que também tinham comprado no “pendura”, só deu aquele olhar 43 e não falou nada – na época em que esse olhar funcionava...

Ela não apanhou, mas ele falou tanto nos ouvidos que ela tinha agido muito mal por não ter feito o que ele mandou, por ter aceitado coisa de estranhos, por estar “perdendo” tempo fazendo nada e por aí vai...que ela só registrou o seguinte: É ERRADO ACEITAR COISAS DE QUEM TINHA MENOS DINHEIRO QUE ELA E NÃO PAGAR POR ELAS!

Isso é uma crença!

Toda a sua vida passou a ser regulada por essa “verdade” que não é real, foi uma mera conclusão distorcida que ela tirou do que viveu com seu pai, bem em conformidade com seu nível de entendimento aos 9 anos.


Agora observa a m*!

Maria registrou que não poderia receber de alguém com uma condição financeira menor do que ela.


MARIA NÃO PODIA RECEBER; TINHA QUE DAR!


Com essa crença está tudo pronto para virar uma Salvadora da Pátria dentro do triângulo das relações disfuncionais – vou adotar o nome de “Helper”.

“Helper” é aquele ser divino, quase celestial – #soquenao – que só faz pelos outros e se coloca em último lugar(cocô do cavalo do bandido) e seu valor está nas coisas que faz e não em quem é.

Em outras palavras, NÃO MERECE RECEBER, só tem que dar, dar, dar e seu valor (mínimo é claro) só existe quando está se doando pelo outro (leia-se assumindo responsabilidades alheias).

Esse é o verdadeiro “Helper”.

Eu, diga-se de passagem :(

É claro que existem outros fatores que fazem “nascer” um bom “helper” (lares disfuncionais, pais tóxicos e extremamente repressores e muita dor da criança ferida na veia), mas a lente pela qual você vê o mundo também é um fator fundamental.

E pode se formar assim: de uma forma quase que ridícula de um ensinamento relevante mal interpretado.

Sabe-se lá que crenças você carrega aí que te colocam nesse lugar de “Helper” como eu ou qualquer outro lugar, mas é bom você começar a se questionar.


No momento do desconforto, pare, preste atenção e se pergunte: O que você precisa tomar consciência para deixar de sentir o desconforto?

Só se pergunte.

Não queira a reposta pronta na hora.

Seu inconsciente sabe a resposta e vai te mostrar de alguma forma.

Esteja presente!



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